sexta-feira, 14 de junho de 2013

Rio de Janeiro inaugura o primeiro Centro de Trauma

Unidade, que começa a funcionar na sexta-feira (14/6), segue modelo americano 

O Centro de Trauma do Hospital Estadual Alberto Torres foi criada a partir de modelo norte-americano de atendimento ao politraumatizado, conta com equipe médica treinada nos EUA e segue regras internacionais de atendimento aos pacientes. Fotógrafo: André Gomes de Melo
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Profissionais capacitados nos Estados Unidos, uso de tecnologia alemã e adoção de protocolos internacionais para atender os pacientes. O Centro de Trauma do Hospital Alberto Torres, em São Gonçalo, Região Metropolitana, será uma das unidades mais modernas do país. O espaço, que começará a funcionar na sexta-feira (14/6), também será o primeiro núcleo de referência no atendimento a pacientes politraumatizados no Estado do Rio. 

Resultado de um projeto que começou a ser desenvolvido em 2010, com a consultoria técnica do Centro de Trauma de Baltimore, nos Estados Unidos, o Estado investiu R$ 6,2 milhões em infraestrutura e equipamentos na nova unidade.

O Centro de Trauma do Hospital Alberto Torres vai contar com dez enfermeiros e 17 médicos que foram treinados no Ryder Trauma Center, da Universidade de Miami, no Children’s, hospital dedicado à criança em Washington, e no Centro de Trauma de Baltimore, na Universidade de Maryland, considerada referência em todo o território norte-americano para casos de politraumatismo e também para atendimento ao presidente dos EUA, Barack Obama.

Com mil metros quadrados, a unidade terá três salas cirúrgicas, além de uma sala de tomografia exclusiva e cinco leitos de recuperação pós-anestésica. O centro conta ainda com 35 leitos de CTI, quatro leitos de observação e heliponto para receber casos urgentes de todo estado. Uma das salas de cirurgia é inteligente, equipada com tecnologia alemã. Do centro cirúrgico, o médico poderá acompanhar a tomografia em tempo real.

O Centro de Trauma do Hospital Estadual Alberto Torres foi criada a partir de modelo norte-americano de atendimento ao politraumatizado, conta com equipe médica treinada nos EUA e segue regras internacionais de atendimento aos pacientes. Fotógrafo: Divulgação
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A unidade somente atenderá casos de alta complexidade. Segundo o coordenador de Trauma e Núcleos especializados da Secretaria de Saúde, Rogério Casemiro, atualmente, em média, dez casos deste tipo chegam aos hospitais públicos estaduais a cada dia. 

- A previsão é de que sejam atendidos em torno deste número por dia somente no novo Centro de Trauma - disse Casemiro. 

Especialização feita nos Estados Unidos

 Alta complexidade tem prioridade

Como multiplicadora, a equipe médica preparada no exterior repassará as normas do protocolo internacional de atendimento aos demais profissionais do Centro de Trauma de São Gonçalo, que contará com um total de 55 médicos, 26 enfermeiros e 102 técnicos de enfermagem. 
Entre os médicos, haverá ortopedista, cirurgião geral e vascular, anestesista, neurocirurgião, cirurgião pediátrico com formação em trauma e cirurgião torácico.
O atendimento no novo Centro de Trauma seguirá o protocolo internacional, reconhecido e comprovado por pesquisa.
Os estudos mostram que as vítimas precisam ser socorridas em até uma hora – a chamada “hora de ouro” – após a ocorrência do trauma, definido como o resultado de uma lesão sistêmica, provocada por alta energia, que representa risco de morte. 
- Em geral, o atendimento no país segue uma lógica linear. Todos esses procedimentos previstos pelo protocolo são muito importantes, porque o objetivo maior é reduzir as chances de sequelas e o tempo de recuperação do paciente. Não existe no Brasil nenhuma unidade replicadora desse modelo e por isso fomos buscar fora, em institutos de excelência - explicou Casemiro.