terça-feira, 7 de maio de 2013

Anões enfrentam preconceitos na busca por emprego tradicional

Eles resistem a explorar a própria imagem, mas reconhecem que é difícil entrar no mercado de outra forma. Veja histórias de quem conseguiu

A advogada Tatiana Muniz se prepara para prestar concurso
A advogada Tatiana Muniz e a coordenadora Adriana Cristina perderam a conta de quantas vezes responderam à pergunta “você trabalha no circo?”. Anãs, elas notam o espanto dos interlocutores ao responder que não. Nem no circo nem no entretenimento, onde a exploração da imagem do anão parece ter voltado à tona.

“Começou com o cantor Nelson Ned”, relembra o advogado Leo Fernandes, que atualmente comanda uma empresa de casting. “Anão na tevê sempre deu muito ibope”, ele acredita. Formado em Contabilidade e Direito, Leo nada contra a corrente da maioria que trabalha na área artística, pois atua por paixão – e não falta de opção.
“Os anões da televisão voltados para o lado ‘circense’ não foram aproveitados pelo mercado por falta de formação”, concorda a advogada e também anã Kênia Rio, 48, presidente da Associação de Nanismo do Estado do Rio de Janeiro desde 2007.
Por isso, Leo tem reservas quando aparecem convites de humorísticos. “Nunca aceito participar desses programas. Eles nos ridicularizam   demais”,   diz   ele,  que  prefere  ser   chamado  de pequeno em vez de anão.

Preconceito e medo do diferente

A atriz  e estilista Carina  Casuscelli,  34 anos, não é anã, mas trabalha pela democracia dos corpos na  moda  e  com  o  teatro  de  inclusão.  Ela  concorda  com  Leo.  “Anões só fazem pastelão,   trabalhos  de   comédia.   Não  vemos anões em uma novela, em filmes, capas de revistas, como comunicadores ou falando sobre assuntos sérios”, observa.
Em  seu   trabalho    de conclusão   de   curso na faculdade   de   Moda, em 2001, a paulista radicada no Rio de Janeiro promoveu um desfile com anãs, cadeirantes, gordinhas e com as altas  e  magras  demais,  em uma diversidade de modelos nunca vista nas passarelas. “Não dá  para  entrar  em uma semana de moda pelo véu do assistencialismo. Tem que acontecer pela criação”, diz.





Kênia Rio, presidente da Associação de Nanismo do Rio, com a presidente Dilma Rousseff

As pessoas fazem alusão a duendes, anões de circo, gnomos. Acham que tem a ver com uma coisa fabulosa
O preconceito sempre existiu. Não só para conseguir um patrocínio, como conta Carina, mas sobretudo nas ruas, segundo a experiência de Leo. “Todo mundo olha, as crianças apontam. Isso é o tempo todo, em todo lugar. As pessoas fazem alusão a duendes, anões de circo, gnomos. Acham que tem a ver com uma coisa fabulosa”.
Para a advogada Tatiana Muniz, de 34 anos, o preconceito tem raiz no medo do diferente. Mas as diferenças devem ser entendidas pelo prisma da diversidade. “Meu coração e cabeça funcionam perfeitamente. Só não sou comum”, diz Leo.

Prateleiras e elevador
Antes  da  lei  5.296,  em  vigor  desde  2004, quando o nanismo ainda não era considerado deficiência física, Antes da lei 5.296, em vigor desde 2004, quando o nanismo ainda não era considerado deficiência física, “O ‘não’ já era certo, então batalhei pelo sim. Este sempre foi o meu lema”, resume Kênia. Para  ela,  a intolerância não está relacionada ao status socioeconômico.
Adriana Cristina, estudante de publicidade, trabalha como coordenadora:
'tive dificuldade em arrumar emprego. Só consegui com o sistema de cotas'
“Quando se tem um nível financeiro e intelectual, o preconceito é silencioso, maquiado. Mas existe”, completa.
Assim como Kênia, Tatiana também encara seu drama de maneira bem mais compreensiva. “Consegui não ser uma pessoa complexada, não tive problema para aceitar as minhas limitações e superá-las”, diz ela, que está estudando para se tornar promotora de Justiça. As limitações a que Tatiana se refere vão desde problemas possíveis de se combater com políticas públicas, como as relativas à mobilidade urbana – subir a escada do ônibus é difícil, enfrentar um trem lotado é missão impossível – a detalhes corriqueiros que demandam jogo de cintura – se não tiver ninguém para alcançar um produto na prateleira do supermercado ou para apertar um botão alto no elevador, o anão tem que aguardar alguém com quem possa contar. “Nos fóruns, os balcões não são adaptados para pessoas de baixa estatura, então preciso entrar no cartório e usar uma mesa mais baixa. Sempre peço ajuda”, conta Tatiana.
Hoje as empresas devem cumprir a política de cotas e promover as adaptações necessárias no ambiente de trabalho. A estudante de publicidade Adriana Cristina, 32 anos, faz parte dos beneficiados: há quatro anos trabalha como coordenadora do Senac.
“Levo uma vida normal. Tenho vida social, faço academia, compro roupas no shopping. Mas tive dificuldade em arrumar emprego. Só consegui com o sistema de cotas”, conta.
Adriana estava preparada para ocupar a vaga, mas na opinião de Kênia as cotas de nada adiantam se não houver mão de obra especializada. “Lutamos por um nível melhor”, diz ela, em nome dos 1.200 anões filiados à associação. “Queremos espaço, respeito, e que a sociedade nos enxergue”.

Foto1: Edu Cezar, Foto2: Arquivo pessoal, Foto 3: Arquivo pessoal
Fonte: Renata Reif , iG São Paulo



































segunda-feira, 6 de maio de 2013

Carta ofensiva à ex-mulher gera o dever de indenizar

Na carta, ex-marido referia-se à mulher como mercenária, ninfomaníaca e vagabunda, e dizia que faria de tudo para destruí-la moralmente e intelectualmente



Desembargadores da 9ª Câmara Cível do TJRS decidiram, por unanimidade, indenizar mulher que sofreu ofensas do ex-marido.

Caso

A autora contou que decidiu separar-se do marido e ele, inconformado, escreveu uma carta com conteúdo ofensivo endereçada a ela. Na carta ele referia-se à ex-mulher como mercenária, ninfomaníaca, vagabunda e câncer em ebulição constante, e dizia que faria de tudo para destruí-la moralmente e intelectualmente.

A mulher afirmou também que seus vizinhos receberam cartas anônimas que denegriam a sua imagem. Além disso, o muro do condomínio onde morava foi pichado com palavras de baixo calão. Fatos esses, confirmados por testemunhas.

Ela ingressou na justiça requerendo danos morais.

A 3ª Vara Cível da Comarca de São Leopoldo considerou improcedente o pedido da autora, que recorreu da sentença.

Apelação

A autora sustentou que sofreu grande abalo moral e teve sua honra agredida pelo ex-marido. O réu defendeu-se dizendo que escreveu as cartas em um momento difícil da vida.

Analisando o caso a relatora do recurso, Desembargadora Iris Helena Medeiros Nogueira, considerou que o abalo sofrido pelo requerido em decorrência da separação não justifica a atitude que tomou.

Para a magistrada, ficou comprovado o dano à honra da autora, pois a conduta do réu ultrapassou os limites do bom senso. Ela explica também que valor da indenização não pode culminar no enriquecimento ilícito, e sim ter caráter punitivo ao réu. Por isso, o valor de R$ 8 mil é adequado para reparar o dano. 

Votaram com a magistrada os Desembargadores Leonel Pires Ohlweiler e Marilene Bonzanini.


OAB admite discutir proposta para maioridade penal

Jornalista suscitou a discussão citando Lei existente em 26 estados americanos (“Três Chances e Você Está Fora”)


Brasília – Apesar de ser contrário à redução da idade penal de 18 para 16 anos, o presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Marcus Vinícius Furtado considerou um “estímulo importante para o debate racional” a idéia defendida hoje (05) pelo jornalista Elio Gaspari em sua coluna sob o título “Uma proposta para a maioridade penal”. O dirigente da OAB decidiu levar o tema veiculado na coluna para debate no Plenário do Conselho Federal da entidade e designou o conselheiro federal pelo Rio de Janeiro e presidente da Comissão Nacional dos Direitos Humanos, Wadih Damous para atuar como relator. Gaspari cita a Lei existente em 26 estados americanos denominada “Três Chances e Você Está Fora” (“Three Strikes and You Are Out”).

Segundo o colunista, a lei, de uma maneira geral, funciona da seguinte forma: o delinquente tem direito a dois crimes, quase sempre pequenos. No terceiro, vai para a cadeia com penas que variam de 25 anos de prisão a uma cana perpétua. Para Gaspari, a idade minima de 18 anos iria prevalecer apenas para o primeiro delito. Esse sistema desistimula a reincidência. Marcus Vinícius lembrou que o tema da idade penal é complexo e atual e “a OAB terá uma excelente oportunidade de discutir amplamente a tese, prosseguindo, contudo, com a convicção de que o problema da falta de segurança nao se resolve apenas com a política de encarceramento”, afirmou Marcus Vinícius.

Segue a íntegra da proposta apresentada pelo colunista Elio Gaspari:

“Vinte e seis estados americanos têm leis conhecidas pelo nome de “Três Chances e Você Está Fora” (“Three Strikes and You Are Out”). De uma maneira geral, funcionam assim: o delinquente tem direito a dois crimes, quase sempre pequenos. No terceiro, vai para a cadeia com penas que variam de 25 anos de prisão a uma cana perpétua.

Se o primeiro crime valeu dez anos, a sociedade não espera pelo segundo. O sistema vale para criminosos que, na dosimetria judiciária, pegariam dois anos no primeiro, mais dois no segundo e, eventualmente, seis meses no terceiro.

Essa versatilidade poderia ser usada no Brasil para quebrar o cadeado em que está presa a sociedade na questão da maioridade penal. Uma pesquisa do Datafolha mostrou que 93% dos paulistanos defendem a redução da maioridade para 16 anos. De outro lado, alguns dos melhores juristas do país condenam a mudança.

É verdade que a população reage emocionalmente depois de crimes chocantes, como o do jovem que, três dias antes de completar 18 anos, matou um estudante, mas essa percentagem nunca ficou abaixo de 80%.

Seria o caso de se criar o mecanismo da “segunda chance”. A maioridade penal continuaria nos 18 anos. No primeiro crime, o menor seria tratado como menor. No segundo, receberia a pena dos adultos. Considerando-se que raramente os menores envolvidos em crimes medonhos são estreantes, os casos de moleza seriam poucos.

O jovem que matou o estudante Victor Hugo Dappmann depois de tomar-lhe o celular já tinha passado pela Fundação Casa por roubo. O menor que queimou viva a dentista Cinthya Magaly Moutinho de Souza também era freguês da polícia. Estaria pronto para a maioridade penal”.


Fonte | OAB / Folha Kariocas

 



Livro infantil é ilustrado por estudantes de Japeri



O livro infantil A vovó que não sabia contar estórias, da escritora e artista plástica Isabel Souza, foi ilustrado com desenhos de alunos das escolas municipais e estaduais de Japeri. A obra foi lançada na tarde de sexta-feira, com a presença de autoridades do município, professores e pais, além dos artistas mirins.

Das 42 ilustrações do livro, 39 são de alunos das escolas municipais e três da rede estadual de ensino de Japeri. O prefeito Ivaldo Barbosa dos Santos, o Timor, cumprimentou os estudantes. “Estou muito orgulhoso destes jovens. Temos muitas pessoas talentosas no município, por isso fazemos questão de promover ações para revelar estes talentos. Estamos mudando Japeri través de projetos inovadores”, destacou Timor, que também falou de outras novidades para a cidade. “Já estamos com projetos em outras áreas para beneficiar ainda mais os moradores. São vários. Entre eles a construção de uma vila olímpica e de uma rodoviária. Outro projeto é para tornar a cidade 100% digital”, completou ele.

O lançamento do livro com ilustrações dos alunos foi uma iniciativa da autora da obra e da Secretaria Municipal de Educação, em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura. Os desenhos foram escolhidos após concurso realizado pela prefeitura nas escolas durante o ano de 2012. Participaram alunos de4 a16 anos. Depois de ler a história, os estudantes fizeram as ilustrações. Cerca 500 desenhos foram enviados para serem selecionados para a obra.

“Sou curadora da Galeria Camarista Meyer, na Universidade Cândido Mendes, e os estudantes de Japeri sempre participaram dos salões de artes plásticas promovidos lá, e inclusive já receberam prêmios. Nada melhor do que escolher os estudantes do município para participar deste meu primeiro livro. E o objetivo é levar este livro para outros paises”, explicou Isabel Souza.

Durante o evento, os desenhos dos alunos ficaram expostos para os visitantes. Cada estudante levou um livro para casa e certificado de participação na obra. “Estes alunos merecem toda nossa homenagem. Talvez as pessoas não saibam da grandeza de se ilustrar um livro. E agora o trabalho deles serão vistos até no exterior. É a oportunidade de mostrar Japeri para o mundo”, completou a secretária de Educação, Roberta Bailune.

Mãe da pequena Noemi, de 6 anos, a dona de casa Andrea das Neves da Silva Vieira não conseguiu esconder a emoção de ver um desenho de sua filha no livro. “Fiz questão de comparecer. A família toda está muito orgulhosa”, disse Andrea.

O evento também contou com a presença dos secretários municipais Marcio Rodrigues (Cultura) e Antônio Marcos Aguiar (Defesa Civil), dos vereadores Alvaro de Carvalho, Kerly Gustavo, Marcos Arruda e Jonas Cruz, além da diretora de Cultura, Daniela Beliago.

Foto: Marllon Guedes
Fonte: Portal Baixada Fácil 

 



Hospital de Nova Iguaçu precisa de doação de sangue


O  banco  de  sangue  do HGNI (Hospital da Posse), em Nova Iguaçu, está  com  o   estoque baixo. A unidade, que faz cerca de 300 transfusões em média por mês, com quatro cadeiras de coleta, tem capacidade para receber 30 doadores diários, mas  a  média  não  ultrapassa 13 voluntários, o que deixa a deixa em dificuldade para realizar cirurgias.
Para ser doador de sangue, a pessoa precisa ter entre 16 e 65 anos, sendo que os menores de 18 anos devem ter autorização dos responsáveis; e pesar mais de 50 quilos. Não é necessário estar em jejum absoluto, mas é importante não ter ingerido alimentos gordurosos, como fritura em geral, ovos, manteiga, iogurte e queijo. É preciso também não ter ingerido bebida alcoólica nas últimas 24 horas; estar bem de saúde; não estar grávida e nem amamentando; além de levar um documento de identidade com foto (Carteira de Identidade, Habilitação ou Carteira de Trabalho).

O Banco de Sangue do HGNI funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h30, na Avenida Henrique Duque Estrada Mayer, 953, no Bairro da Posse. Os doadores passam por uma triagem, recebem um lanche antes e após a doação. Todo o processo leva cerca de 20 minutos. No ano de 2012, o HGNI fez cerca de 3.500 transfusões de sangue.

De acordo o diretor do hospital, Dr. Joé Sestello, não há contraindicação para fazer a doação. “Doar sangue é salvar vidas, é um ato de amor. Não podemos comprar sangue e nunca sabemos quando vamos precisar. Não existe nenhum tipo de contraindicação para doar sangue. O nosso banco de sangue precisa de todo o tipo de sangue. De cada bolsa doada, o doador pode salvar até quatro vidas”, afirmou.

Fonte: Portal Baixada Fácil


Queimados participa de Fórum sobre segurança pública para a Baixada Fluminense

secretário de Segurança, Transportes e Ordem Pública, Capitão Elias José

Queimados irá participar na próxima sexta (10), de um Seminário para discutir novas políticas de Segurança Pública na Baixada Fluminense. O evento promovido pelo Fórum Grita Baixada terá início às 9h, no Centro de Formação de Líderes, à Rua Dom Adriano Hipólito, 08, Bairro Moquetá, Nova Iguaçu (ao lado do Sesc). O Seminário terá como objetivos, à busca de um diálogo construtivo e a discussão em torno da articulação das políticas públicas de âmbito municipal, para a superação da violência na Baixada que comemorou no último dia 30 de abril, 159 anos de existência.
Segundo o secretário de Segurança, Transportes e Ordem Pública, Capitão Elias José, que também irá participar do evento, Queimados já está realizando um trabalho de reforço em segurança pública. “O poder público tem várias maneiras de minimizar a violência com práticas até bem simples como manter as ruas bem iluminadas e sinalizadas, regularização e manutenção dos logradouros para que não sejam permitidas vielas de difícil acesso dos carros da polícia e enfim, um policiamento ostensivo. Também estamos nos organizando para a instalação de câmeras de segurança em vários bairros da cidade”. Informou o Capitão Elias.
O aumento da criminalidade divulgado pelo Instituto de Segurança Pública (ISP) do Governo Estadual justificou a sensação de insegurança dos moradores da Baixada depois da instalação das UPPs. Em janeiro, 139 pessoas foram mortas na região (maior número do Estado), 53 a mais que no mesmo mês de 2012, quando foram registrados 86 homicídios. Enquanto isso, na cidade do Rio de Janeiro, o número de homicídios caiu.
O secretário estadual de Segurança, José Mariano Beltrame, disse, em entrevista coletiva que existe plano de UPP para a Baixada Fluminense, mas ainda sem data definida. "Existe um plano para a Baixada Fluminense e para Niterói, mas não serei mercenário da ilusão de dizer que vamos fazer uma UPP nesses lugares na semana que vem", disse Beltrame.
                                                                                                        
Fotos: Simone Silva e Luiz Ambrósio